Lembranças de Diógenes

Eu vivo mudo, falando com as mãos. Não ouço o mundo, nem vejo seus modos de vida. Apenas escrevo. Esse é o verbo que funciona como fonte energética. Eu, poeta. Eu, sincero. Eu, que nada sei. Escrever foi a maneira sensata que escolhi para viver. Utilizo mente própria e não emprestada. Essa é a diferença entre mim e os homens. Não, não sou homem. Sou apenas uma tentativa de sê-lo.

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